No Alentejo, a vindima acompanha os últimos dias de Verão e a chegada dos tons outonais. Os finais de Agosto e o mês de Setembro assistem à chegada de grupos de operários às vinhas que, com roupas adequadas ao trabalho, se protegem do sol escaldante que ainda se faz sentir. Muitos deles dedicam-se ainda a trabalhos de arranjos culturais exigidos pela vinha ao longo do ano.
Cada vez mais a apanha da uva é feita através de máquinas mas, na região de Portalegre, predomina o processo de vindima tradicional e são as mãos calejadas e experientes que seleccionam os melhores cachos para se fazer vinho. Aqui, por altura da vindima, ainda se podem encontrar nas vinhas equipas de trabalho trajadas a rigor (chapéu de palha, camisa, calças compridas e largas e luvas de borracha) e prontas a seleccionar manualmente os melhores cachos.
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O som metálico das tesouras começa bem cedo, antes do nascer do sol, e termina pela tardinha, quando se perde a conta aos cachos de uvas que sucumbiram às inúmeras tesouradas durante o dia. As uvas são depois colocadas em cestas de vime e transportadas para a Adega. Aqui, o néctar dos deuses vinifica em cubas de aço inox com controlo de temperatura, estagia em barricas de carvalho e toma corpo nos vinhos Portalegre D.O.C., Quinta da Cabaça, Conventual Reserva, Conventual, Terras de Baco e Aramenha.
É graças à contribuição dos seus 263 sócios (que representam cerca de 500 hectares de vinha) que, anualmente, a Adega Cooperativa de Portalegre se orgulha de apresentar uma produção média anual de 2,8 milhões de kg, que se traduz em cerca de dois milhões de garrafas de vinho, sem quebra de qualidade.
De geração em geração, na Serra de S. Mamede nascem grandes vinhos do Alentejo. |
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